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sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Dia de chuva
Hoje acordei e pulei nos braços da chuva.
Chuvinha manhosa, chuvinha que faz a natureza cantar em outro tom.
Os pássaros dançam e as plantas sorriem.
Mais um ciclo se inicia na vida de todos nós.
A poeira baixou, e as folhas verdes agora respiram,
e eu também posso respirar melhor, olha que magnifico!
O chão está todo molhado, há lama por todo o lado,
mas sabe o que é melhor de não viver no asfalto?
É que daqui a alguns poucos dias algumas sementes começarão a germinar,
a vida começa a ser vida de uma maneira surpreendente,
sobrevivendo ao que antes era um solo seco, iminência da morte.
A vida sobreviveu mais uma vez, porém até quando, eu não sei.
A seca está cada dia mais castigando nossas esperanças,
e apesar de saber que estamos caminhando a passos largos,
construindo nosso próprio fim, hoje eu não quis pensar sobre isso.
Hoje eu acordei, abri a janela, vi que chovia lá fora, e só quis dançar a mesma sinfonia,
sinfonia de vida, de alma lavada, de esperança renovada.
Hoje eu acordei e quis pular nos braços da chuva, e então, eu pulei.
sábado, 1 de novembro de 2014
Ainda espero por você
Eu sempre te espero, todas as manhãs, todas as noites, acho
que foi um erro chegar a esse ponto e agora estou pagando por isso. A vida
segue para mim, para você, e embora ela nos force a isso, eu continuo aqui te esperando .
Tenho te sentido tão longe de mim, como aquela estrela que vejo todas as noites, tão longe a ponto de eu
não saber se o que existiu ainda vive, ou o que vejo é apenas o rastro do que um dia
viveu.
Da mesma maneira que você chegou, sinto que está partindo,
de maneira calma, sorrateira, inconsciente. Mas quer saber? Eu também vou me
acostumar a isso, eu sempre me acostumo. Não sinta medo de seguir em frente, não por mim. Ainda estarei
aqui olhando quando sair pela porta, ainda
ficarei aqui por algum tempo até que eu também resolva partir.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Aquarela
Sabe, alguns dias no passado ao acordar eu via tudo cinza.
E era sempre a mesma coisa, todos os dias a mesma aquarela,
nada florescia a beira da minha janela.
Então eu esperava sempre pelo que viria amanhã, na verdade ainda espero,
mas agora é diferente, deixei de ser só mais um borrão cinza de tinta e comecei a ganhar cores,
alguns tons vermelhos, outros azuis, e até roxo, acredita?
Sabe aos pouquinhos tudo está mudando, ganhando vida,
como quando uma criança pinta, sem respeitar os contornos,
fugindo aos padrões, seguindo o curso da imaginação, do coração.
A grama pode até ser verde, mas também pode ser lilás, laranja,
e quase sempre tem um sol amarelinho, vermelho-alaranjado,
um sol grandão, assim como você,
destes que aquecem o coração só de a gente ver contrastando
com as outras cores no papel.
É, você é esse sol, e todas essas cores,
primárias, secundárias e o que mais surgir de toda essa mistura boba,
infantil de criança feliz que sabe o que quer da vida.
Hoje é um dia diferente, acordei e tive aquela sensação estranha,
sensação de renascimento, e tudo isso só por saber que você está por aí em algum lugar.
E agora posso ver também, que as flores, já começaram a desabrochar.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Com o pé na estrada
*Imagem retirada do Google, se for sua me avise para que dê os devidos créditos ou para que retire se assim desejar.
Fiquei muito tempo pensando como deveria escrever esse post, mas confesso que não achei maneira que pudesse expressar de fato todos os meus sentimentos em relação aos próximos dias.
O que acontece é que estou com viagem marcada para a próxima segunda feira em direção a Foz do Iguaçu, o que acredito que será incrível, mas ao mesmo tempo fica um sentimento de vazio dentro de mim pois pela primeira vez em doze anos estarei longe do meu grande amor. Eu sei que serão poucos dias, mas sabe quando já se tem tudo o que precisa bem do seu lado? Sabe o medo que da de não acordar todos os dias do lado da pessoa que ama, ou a saudade que se sente mesmo antes de partir? Pois bem, sinto tudo isso ao mesmo tempo, e é estranho e assustador pensar em romper essa zona de conforto. Muitos podem pensar, "então não vá", mas acredito que eu devo ir apesar de tudo, de todo o medo e de todo o desconserto que romper essa zona me causa.
Tem uma frase que roda pelo Facebook que diz "E se der medo,vai com medo mesmo", e é a ela que me apego, afinal preciso me descobrir de alguma forma e esse medo faz parte da vida. Assim como as borboletas precisam romper suas crisálidas para baterem suas asas e alcançarem novos horizontes,coisa que antes como uma simples lagarta era impossível, hoje eu preciso romper com o meu eu e buscar novos caminhos, não por estar perdida, mas por saber o que realmente quero seguir.
E agora deixando de "mimimi", vamos falar da viagem (Rsrsrsrs). Na verdade não será uma simples ida a Foz do Iguaçu, irei com uma casal de amigos e iremos de carro, então passaremos por vários pontos ao longo do caminho iremos a Caverna do Diabo em Eldorado-SP,e Holambra em SP, Parque Nacional de Vila Velha em Ponta Grossa-PR, e ficaremos alguns dias em Curitiba, Depois Foz do Iguaçu que é o nosso destino, sem deixar de ir ao Paraguay e a Argentina fazer algumas compras. Vou tentar registrar ao máximo toda a viagem para mostrar a vocês. E também mostrar uma parte do nosso país que é tão rico em vida e beleza.
Então por enquanto é só.
Um lindo dia a todos.
"Nos vemos na estrada."
domingo, 6 de julho de 2014
O Segredo de Clarisse
*Imagem retirada do Google, se for sua me avise para que dê os devidos créditos ou para que retire se assim desejar.
Clarisse entrou no ônibus. Era o mesmo que pegava todas as manhãs, mas desta vez ele estava lá, sentado em um dos bancos. Havia um lugar vazio ao seu lado, então no impulso ela se sentou. Estranho é por que a tempos era o que desejava, estar ali em sua companhia, mas nunca havia imaginado que hoje seria esse dia. E foi nesse momento que ela quebrou uma das maiores regras, na verdade era ele quem dizia, "que ninguém poderia ser feliz antes das nove". Mas ela estava irradiando essa felicidade, e ainda eram sete da manhã, porém só deixava transparecer um pequeno sorriso no canto da boca.
Tudo parecia parado lá fora, como se o universo parasse para satisfazer o seu desejo, ( na verdade estava tudo engarrafado, mas ela preferia imagina assim ). Eles conversavam sobre tantas coisas e a vida ali passava rapidamente, porém de maneira inversa, onde tudo se tornava ontem, passado bom que viveram.
Enquanto ele falava, ela sorria e balançava a cabeça, mas o que realmente queria era segurar suas mãos e acariciar seus lábios com um beijo, de maneira sutil onde pudesse sentir sua respiração tocando-lhe a face. Clarisse estava apaixonada mais uma vez, de maneira discreta e silenciosa pelo mesmo cara, porém sempre, sempre em segredo.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Sobre o meu afastamento
Olá, venho pedir desculpas pelo meu afastamento.
Durante todos esses dias venho tentando um modo de escrever para vocês sobre tudo o que está acontecendo, mas não consegui. As coisas para mim não andam muito fáceis, me sinto como se estivesse em meio a uma turbulência, o que gera duvidas, incertezas, medo, dor, e saudade.
Como vocês já sabem perdi minha avó tem cinco meses e ainda não consegui me recuperar. Ela era como mãe para mim. Sinto como se uma parte da minha vida tivesse sido arrancada junto com a dela. Mas mesmo me sentindo em pedaços venho tentando seguir, sem deixar que a vontade de parar seja maior do que a de continuar. Porém no meio de tudo isso outro pedaço foi arrancado e ainda estou sem entender, perdi uma amiga que era como irmã, e é algo tão recente que ainda consigo ouvir a voz dela me chamando de "nem", ou oferecendo um café, me dizendo o quanto eu era especial. Ainda consigo sentir o seu ultimo abraço,o toque na pele e o seu perfume. Sinto falta de faze-la sorrir e de ver seu sorriso. Sinto falta do meu ultimo aniversário que passamos juntas, e dos finais de tarde sentadas no chão conversando sobre qualquer coisa, onde ela acendia um cigarro e abanava a fumaça com as mão para longe de mim. Sinto falta dessas pequenas coisas, e eu sinto muito por não há ter mais aqui.
É tudo tão difícil para mim, eu ainda não me acostumei com o fato de que sempre iremos perder pessoas que amamos até o dia que alguém irá nos perder. Mas estou tentando mais uma vez me reerguer e seguir em frente, mesmo que em pedaços.
Peço desculpas a vocês por estar tão ausente.
Eu vou ficar bem.
Beijos
Que Deus abençoe Vocês.
domingo, 6 de abril de 2014
Dia 1° de Abril
Dia 1° de abril de 2014.
Passei o dia todo esperando que tudo fosse realmente mentira,
e que você de repente me gritasse com sua voz fina e desafinada aprontando uma das suas brincadeiras,
pois afinal esse era o seu dia.
Acho que você aguardava ansiosa durante o ano todo,
só planejando quais seriam as táticas para nos pegar e rir da nossa cara mais uma vez.
Minha Rosa, a rainha do 1° de abril.
Lembro perfeitamente como eu passava esse dia apreensiva,
tentando não cair nas suas armadilhas, seus telefonemas inventados,
ou visita a casa do vizinho,
e a caminhada até o bar de um amigo levando uma galinha em baixo do braço,
só pra eu chegar lá e ele não saber de nada e quando voltava para casa ouvia aquela sua gargalhada gostosa ao mesmo tempo que gritava, "primeiro de abril". E todos riamos juntos
Esse ano esperei, pelo seu sorriso,
mas só encontrei a dor da sua ausência.
E acho que vai ser sempre assim.
Eu sinto muito, mas sem você aqui não consigo mais sorrir.
Eu preferia a frustração da mentira a conviver com essa triste verdade.
sábado, 15 de março de 2014
Não sei quem você é
E de repente em meio a todas aquelas conversas e sorrisos,
em meio a gargalhadas, avistei um rapaz no fundo da sala,
um rapaz calado com
um livro nas mãos,
rapaz bonito, com os lábios rosados.
E nesse momento me dei
conta que ele sempre esteve ali,
parado, calado, no fundo da sala,
as vezes
pensativo a olhar para o nada,
as vezes
com o seu livro.
Engraçado é que ele nunca falou comigo, e nem eu com ele,
apesar
de já estarmos na mesma sala pelo segundo período.
Na hora me veio a cabeça aquela curiosidade sobre o que ele
deve pensar,
já que todos conversam entre si e ele só fica a observar.
Que tipo
de mundo se passa naquela mente? Quais são os medos, frustrações?
De nada sei, e nem imagino, na verdade nem do
seu nome eu me lembro,
sei que já ouvi uma, ou duas vezes, mas me fugiu à
memória neste momento.
A aula termina e ele se levanta, passando por mim com o
seu livro nas mãos,
não esboça em seu rosto nenhum sentimento, não troca
olhares e nem diz até mais,
apenas segue em direção a seu destino, com os olhos
fixos na saída,
porém acho que nesse instante pude sentir o que o rapaz
desejava.
Como um passarinho, só buscava a liberdade.
Abriu a porta e enfim saiu
da sala.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Ainda sinto a sua falta
É, esse fantasma ainda ronda meus pensamentos.
Toda aquela beleza efêmera me fazia bem, me fazia alguém.
Todo aquele amor puro, inocente,
sem interesse, sem intenções.
Apenas amor, verdadeiro, infantil.
Aquela necessidade gostosa de amar, acariciar, morder e arranhar.
Tudo o que eramos quando estávamos juntos,
a vida colorida, o mundo mais fácil.
Ainda consigo sentir, as vezes, suas pisadas leves,
seu cheiro suave, os seus sons de alegria.
Tudo o que sentíamos quando eramos um do outro,
quando a vida era vida e o vazio não existia.
sexta-feira, 7 de março de 2014
O Assalto
Já não bastando essa tristeza repentina,
você chegou e paralisou o tempo.
Me pediu o que eu não queria dar,
mas te entreguei no impulso,
sem nem mesmo suspirar.
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Já não bastando o que me roubaste,
agora me persegue em sonho também?
O que levou não foi o suficiente?
Ainda quer mais?
Quer roubar minha vida?
A única pontinha que me resta?
segunda-feira, 3 de março de 2014
Depois da Chuva

Meu pequeno relato sobre um terrível alagamento que tivemos aqui no bairro em 2010. Minha casa não foi atingida, pois eu moro na parte alta, mas muitas pessoas perderam tudo, e alguns a sua vida. Durante uma semana fiquei de voluntária em um abrigo e tudo que eu pude presenciar durante esse período esta relatado neste texto.
Sim eu estava lá, e pude ver de perto tudo aquilo que antes só via pela TV.
Tudo o que se passa nos filmes é comédia diante dessa realidade.
Toda aquela luta diária para construir um sonho foi perdida em uma única madrugada, e todas aquelas vidas se foram como um sopro.
Toda aquela angustiante luta pela vida, pela sobrevivência.
Técnicas ( talvez ), jamais pensadas, atitudes ( talvez ), jamais tomadas e a certeza ( por alguns instantes ) de que todos iriam morrer.
Botes improvisados, trabalho forçado, braçadas, cansaço.
Madrugada a fio, frio.
Abrigo no telhado, laje, terraço, e até em galhos de árvores.
- Estamos com fome, e a chuva não passa.
A água subindo, o desespero vindo.
- Não tem para onde correr, não tem saída. Talvez o morro seja a solução.
A energia cortada, não dava para enxergar.
Estavam perdidos na mata, o jeito foi gritar.
E gritaram com tanto desespero e tão alto que acho que até Deus pode ouvir. E foram resgatados.
Mas esse era só um caso.
Ainda haviam pessoas na água, pessoas desesperadas. Corpos de crianças, animais.
Pessoas perdidas, desaparecidas, em busca de paz.
A cada resgate ficava no ar um sentimento de alívio, tristeza, frustração.
Crianças e idosos primeiro.
- Mas e os adultos quem iria salvar?
Por horas era cada um por si, perdidos naquele lugar.
E todos fugindo dali, tremendo de frio, roxos, iriam congelar.
Em direção aos abrigos, não por opção, deixando para trás suas vidas, pois não tinham mais saída, não dava para voltar.
- Perdermos tudo, o jeito agora é ficar onde tem teto, um cobertor quentinho, comida, agasalho e esperar a água abaixar.
- Pois amanhã será um novo dia, e poderemos recomeçar.
" - Tudo passa, tudo passará
E nossa estória não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
Assim, sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora
Apenas começamos"
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora
Apenas começamos"
( Trecho Da música Metal Contra as Nuvens Legião Urbana )
No próximo mês completam quatro anos que nossas vidas foram marcadas por essa enchente.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
A porta
Reflexivo ele olha através da janela.
E no mais intimo momento de si, abre as gavetas do seu coração e vasculha cada espaço, jogando fora tudo aquilo que já não serve mais. E nesse instante percebe que muita coisa se perdeu pelo caminho.
- Sempre me imaginei ser alguém, mas hoje vi o tempo passar por mim, e eu continuo aqui como árvore seca de raízes profundas. Não dou flores, não dou frutos, não me movo. Talvez um dia me arranquem daqui e me façam fogueira, por alguns instantes irei aquecer um corpo gelado, mas só por alguns instantes. Depois de cinzas para nada mais servirei. Será que é a única coisa que devo esperar? A morte?
Na verdade, ele não sabia que tudo poderia mudar de repente quando abrisse aquela porta.
E a campainha tocou.
(Blin Blong! Blin Blong!)
*Imagem retirada do Google, se for sua me avise para que dê os devidos créditos ou para que retire se assim desejar.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
O Que Me Falta
Não que eu queira ser como os outros. Apenas queria poder sentir menos.
Menos amor, menos sofrer, sentir menos o vazio,
ou poder preencher com coisas tolas, coisas vadias, coisas vãs.
Queria sentir menos o mundo, e assim sentir menos a falta do que me falta.
Pois muitas vezes penso que seja a falta de não saber o que falta, o que me falta saber.
Beijos no coração. <3
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Espelho, espelho meu
"Para falar a verdade sempre me achei a mais feia, a mais esquisita, a mais sem graça, a sem jeito. Sempre me escondi por trás da barra da saia do mundo, e nunca fui a pessoa mais corajosa. Mas agora acho que algo está diferente em mim, pois até batom vermelho caiu bem."
Ao digitar esse texto percebi que algo em mim mudou. O meu olhar para o mundo a minha volta e principalmente o meu olhar para mim mesma. Sempre me achei feia, sem graça, e isso vinha me acompanhando desde a infância, e por me achar feia eu acabei me tornando, pois quando me olhava no espelho eu me via com olhos preconceituosos, não tentava enxergar minhas qualidades, olhava diretamente para o que eu julgava ser defeito, e isso me tornava feia, muito feia aos meus olhos.
Eu sempre fui a pessoa mais tímida e medrosa que conheço, e por esse motivo muitas vezes durante minha adolescência, e até um pouco dos meus vinte e pouquinhos usava de artifícios como álcool para me fazer tomar algumas atitudes, e isso não era legal. Me disfarçava da pessoa mais feliz do mundo só para que os outros me vissem como eu queria. Com isso enganava a mim mesma, pois passava muito tempo inventando disfarces e esquecendo de ser o que realmente desejava, e assim acabava vivendo a vida dos outros e não a minha, eu me anulava para poder ser querida pelo mundo, acho que minha falta de aceitação a mim mesma foi quem me fez querer ser como os outros. Por não me amar sentia uma necessidade extrema de receber afeto, amor e acabava por não ser "eu", acabava não sendo querida por mim. Na verdade minha alma não reconhecia meu corpo.
Mas um dia tudo acordou diferente,e eu conheci alguém que trouxe cor aos meus dias cinzas, um grande amigo, e posso dizer um irmão que me mostrou que o mais importante da vida é ser feliz, e que a satisfação em fazer o que se ama vai muito além do valor ou da aprovação do próximo. Então eu me olhei no espelho e me vi com olhos de alegria, a chama ardeu em meu peito e eu pude enxergar minha verdadeira face. Pude ver todos os meus planos e sonhos e identificar quem eu realmente era em meio a todo aquele emaranhado de pessoas dentro de mim, já não era mais o João, o Lucas ou a Manoela, eu era a Andriele, apenas eu, eu mesma. Eu olhei para mim e embora ainda não enxergasse beleza alguma podia ver traços do que poderia ser belo, e isso só dependia de mim. Não que eu fosse feia, acho que eu nunca fui, mas meus olhos me davam uma visão distorcida dos fatos, pois sempre acreditei que a beleza é algo que vem de dentro, e até então me sentia vazia, oca.
Parece que agente se acostuma aos dias cinzas, e acaba se tornando difícil permitir que o sol apareça, mas aos pouquinhos fui me permitindo ser feliz a minha maneira, e mesmo errando algumas vezes, fui me permitindo cada dia mais a ser livre daquela prisão. E hoje eu sou livre. Sou eu apesar de tudo, ainda tenho medo de arriscar as vezes, mas arrisco mesmo assim, ainda sou tímida, mas tento superar. E sim, hoje me acho bonita tanto por dentro quanto por fora. Sou uma pessoa ensolarada pois Deus permitiu, e busco ser cada dia mais feliz.
Ah, e essa coisa do batom vermelho, eu nunca me permiti usar batom acreditam? Sempre me achei feia de batom, mas descobrir que eu fico linda.
"Não deixe o medo de errar impedir que você jogue" (Filme :A nova Cinderela)
Por isso seja sempre você
Beijos grande
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Desabafo
Poderia lhe dizer muitas coisas, porém prefiro me calar.
Conheço todas as suas fraquezas e sei exatamente como lhe ferir.
Sei o que pensa e entendo perfeitamente o que me faz sentir.
Vejo todos os seus truques e sei onde quer chegar.
Não adianta, não cairei nessa de novo, e também não quero ouvir esse falso "eu te amo".
Você me conhece tão bem a ponto de usar as palavras certas para me ferir, só que você não sabe, mas eu também sei o que te machuca, e isso poderia doer, acredito que mais em você do que está doendo em mim.
Posso te cercar por todos os lados, posso abrir uma ferida que não será tão fácil cicatrizar.
Porém, mesmo querendo ser má, querendo te ferir e te ver agonizar,
desculpe, não sei ser como você.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Lamentos
Há noites que a escuridão me domina, e a lua ilumina meus medos.
Noites de melancolia, noites de vagos lamentos.
Oh bela, por que me olhas? Não vê que estou sofrendo?
Não quero que me ilumine, apague meus pensamentos.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Crianças perdidas.
Somos o sussurro de socorro, o grito de agonia.
Somos almas perdidas, crianças feridas.
Dizem que seremos o futuro, mas o que será de nós?
Se já nascemos sem a esperança do que será de nós.
Se nada mais nos resta? O que será de nós?
Caminhamos para o amanhã, que não vivemos, mas mesmo assim sabemos que não existirá.
E o que será de nós? Se nada mais nos resta.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Quando te vi
Olhei em meio a multidão,
haviam tantos olhares se cruzando,
mas um me chamou a atenção.
Parei então de súbito,
faltou me a respiração.
E mesmo depois de um sorriso,
sem graça, no canto da boca.
Segui meu caminho.
Bamba, tonta, perdida.
Tentando, enfim, buscar a minha direção.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Nos braços de Deus
Quando te vi me senti livre.
Todas as angustias me abandonaram com o suave pisar na areia,
com apenas um toque na água.
E por alguns instantes me senti alguém, me senti parte sua mesmo diante a toda a sua imensidão. Me senti parte do universo.
Meus poros se dilataram, e meus pelos outrora adormecidos despertaram.
Me cobrindo de uma energia avassaladora, instigante, viciante.
Energia que move e modifica.
Que me fez tornar nova criatura.
Então assim, mais uma vez, quando vi o mar me sentir nos braços de Deus.
sábado, 18 de janeiro de 2014
Saudade
![]() |
| Imagem:Valdo Alves |
Nunca pensei que sentiria tanto a sua falta
Mas aqui trancada nesse cantinho, começo a recordar.Moleque desengonçado de cabelos compridos,
estranho em seu andar.
Foi chegando de repente,
se tornou uma parte do meu sorriso.
Dias felizes, vivemos aqui.
Cenas incríveis, fizemos aqui.
Abraços ternos, demos aqui.
Palavras doces, falamos aqui.
Beijos carinhosos, trocamos aqui.
Mas tão de repente ele partiu,
e o "aqui", se diz "aí".
Nossos braços, já não se cruzam.
Nossas vozes, não são ouvidas.
Nossas cenas, são divididas.
Nossos beijos, são virtuais.
E a saudade, nem se fala,
rasga meu peito como a ponta de um punhal.
Não sei, mas talvez com o tempo,
a sua ausência não seja tão presente,
e a dor, não seja tão constante.
Talvez,o lembrar, seja uma pequena falta,
uma doce saudade.
Mas isso, realmente não sei.
O negócio é esperar, esperar e esperar.
Um dia ele volta.
Com uma pedra, ou uma folha nas mãos.
Com aquele sorriso gostoso,
aquele andar desajeitado,
e aquele jeito de preencher o espaço,
que só ele tem.
Um dia ele vem,
pra devolver o pedaço do sorriso que levou.
Mas por enquanto,
acho que vou olhar as tulípas.
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